30 setembro 2010

Ela estava sentada, já cortava vínculos com o passado,queria esquecer,ou melhor: estampar esse buraco que sangra,varrer os cacos para de baixo do tapete da sala,mas uma voz distante acompanhada de passos parou em frente ao terraço que dá pra o quintal e suspirou com nostalgia,quase deixando as palavras caírem pelo chão: ~"'Que saudade de mamãe,ela passava o dia aqui nessa varanda a fazer palavras cruzadas"..
Bateu-me um desespero,uma morte fatal,uma dor inexplicável,senti meu peito jorrar,minhas lágrimas queriam cair,mas naquele momento eu não deixei,só passei a viver uma melancolia incerta,introspectiva.
Esperei ela ir embora, eu não poderia chorar na frente dela,eu não poderia abrir aquelas feridas na frente dela e de ninguém,talvez isso que faltasse em mim,mas a secura do meu coração não permitia mais,eu estava fora de mim,ou dentro de mim,ou melhor: eu estava na ténue linha de ser e estar, e em todos os momentos eu só me permitiria ser,ser feliz, talvez. Felicidade-melancolia. As pessoas podiam me ver sorrir,mas quando o silencio falava,minha face melancólica voltava, se instalava de uma maneira devastadora e quando alguém olhava e perguntava : O que foi minha linda? Eu falava : nada! Disfarçava com o olhar, ou sorria.. ou simplesmente desviava para dor de cabeça, essa é infalível, todos acreditam.É, eu sei mentir,mas é ao meu favor,é a favor das minhas mascaras,sem elas,concerteza eu não estaria aqui nem conseguindo sobreviver em relatar esses fatos. Talvez criticada serei por falar isso em publico,criticada por um "padrao'' que não existem mentiras,nem farsas,mas duvido alguém que faria melhor~

25 setembro 2010

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As vezes me pego caindo a beira, a beira de mim mesma,sinto a queda,ou melhor não há queda,há somente susto,daqueles que te enchem de medo pra fazer qualquer coisa no dia,até respirar dar medo.Parece que relaciono isso á uma ponte quebrada, que há somente um pedaço de madeira,um pouco fragilizado por ter sido exposto ao tempo,ao sol, a chuva.. e quando vou atravessar eu deslizo meus pés ansiosos em um lodo qualquer e me sinto quase caindo, a beira de mim mesma. De vez em quando é preciso se jogar,para se obter um pouco de libertação o medo deve ser enfrentado,mas vê se sabe usar os meios de agilidade e sabedoria para voltar: não amarra a corda no pescoço e se joga,amarra aos pés e abre as mãos lá em baixo,deixa o peso sair,deixa o vento ir levando tudo embora,deixa a natureza fazer o trabalho.

[tou com um pouco de medo,meu coração gela,esquenta,mãos tremem,enjoo,mas... eu tenho medo mesmo é de já estar sabendo e não querer enxergar....]

Ér,o medo!


Tou em Natal *__*